Se lá estivesse seria tudo diferente
se lá estivesse seria tudo mais comovente
se lá estivesse talvez eu fosse outro
se lá estivesse, será que encontro?
A dúvida do agir, do impulso
de abraçar, beijar sem insulto
de querer sem perceber, percebendo
se eu lá estivesse, talvez não estaria aqui tremendo.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Wonderwall
2011
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Danilo Cunha,
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wonderwall
domingo, 15 de dezembro de 2013
Vagas abertas
Tão longe...
Tão longe...
Procura-se uma cama posta
uma pia cheia de louça
um jantar bem feito
os travesseiros espalhados sem jeito
tão longe...
tão longe...
Procura-se alguém pra passear com o cachorro
um telefonema no meio de uma tarde qualquer
uma vista a se compartilhar de cima do morro
uma conta para poder se dividir
alguém que venha visitar sempre que der
tão longe...
tão longe...
Procura-se um fazedor de cafuné
um mordedor de orelha
aquela briga corriqueira
o frio na barriga que me deixa de cabelos em pé
tão longe...
tão longe...
Procura-se alguém que cumpra o requisito
que preencha as lacunas já desgastadas
e que não me ache um louco esquisito
enquanto isso, as vagas estão todas abertas
Tão longe...
Procura-se uma cama posta
uma pia cheia de louça
um jantar bem feito
os travesseiros espalhados sem jeito
tão longe...
tão longe...
Procura-se alguém pra passear com o cachorro
um telefonema no meio de uma tarde qualquer
uma vista a se compartilhar de cima do morro
uma conta para poder se dividir
alguém que venha visitar sempre que der
tão longe...
tão longe...
Procura-se um fazedor de cafuné
um mordedor de orelha
aquela briga corriqueira
o frio na barriga que me deixa de cabelos em pé
tão longe...
tão longe...
Procura-se alguém que cumpra o requisito
que preencha as lacunas já desgastadas
e que não me ache um louco esquisito
enquanto isso, as vagas estão todas abertas
terça-feira, 30 de julho de 2013
Instabilidade
A linha tênue que segura o equilibrista em cima da corda, no alto do picadeiro
A dúvida entre em que acreditar, em quem votar, em quem escolher
Me transporta para cima de um desfiladeiro,
Alto, inalcançável, forte e que me faz ceder.
Entre ir ou deixar passar, segurança e conforto ou tentativa?
Consequências, rótulos e incertezas.
Consequências, rótulos e incertezas.
Fazem da vida tão altiva!
O momento antes da presa, a dúvida: Tentar ou desistir?
A dúvida do passo seguinte, a falta de coragem para o momento subsequente.
Será que tenta ou vê partir?
A voz na minha cabeça e o burburinho se faz eloquente.
Na dúvida, talvez navalha a pena.
De quem? De quem tenta. De certo é.
Ou talvez seja de quem instável é?
Não sei, talvez saiba, ou simplesmente queira, precise.
Então porque não insiste?
A necessidade carnal, da existência e sobretudo do sentir.
A necessidade carnal, da existência e sobretudo do sentir.
Faz com que esta mesma linha tênue uma vez se desmanche.
E por fim, faz com que caiamos na rede da realidade da escolha, sem medir.
Entre resposta rápida e impensável, existe a chance de sucesso.
Mais vale a consciência da escolha demorada,
do que a felicidade instantânea do impulso, de certo.
Ou não. Sempre dúvidas, assim se resume da instabilidade para não fazer a escolha errada.
domingo, 28 de julho de 2013
Caneca
Queria eu ter uma caneca,
queria eu ser uma caneca,
Meio cheia ou meio vazia?
Quisera eu não ter uma caneca,
quisera eu não estar uma caneca,
meio vazia.
Quem sabe eu tenha uma caneca,
quem sabe você tenha uma caneca,
e talvez eu a complete.
Quanto caneca?
Qual caneca?
Por quê caneca?
Caneca, porque pensei.
Caneca, porque conheço.
Caneca, porque fantasio.
queria eu ser uma caneca,
Meio cheia ou meio vazia?
Quisera eu não ter uma caneca,
quisera eu não estar uma caneca,
meio vazia.
Quem sabe eu tenha uma caneca,
quem sabe você tenha uma caneca,
e talvez eu a complete.
Quanto caneca?
Qual caneca?
Por quê caneca?
Caneca, porque pensei.
Caneca, porque conheço.
Caneca, porque fantasio.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Só pra você saber.
As pessoas não entendem, esse olhar intenso, sorriso maroto de menino garoto.
Os cabelos escassos, que se mantêm na cor original, comprovando a vivacidade de um alguém sem sofrimentos desnecessários...
Que aproveita a vida, deixa-se levar. Vive a vida bem vinda e que saboreia os momentos.
A percepção do mundo, do meio que o cerca... sendo aquele que sente a brisa fresca a tocar a pele.
Este homem que se faz perceber, no alto da sua meia idade, com a experiência de toda uma vida. As rugas que comprovam uma intensa, mas vivida vida.
O que faz para continuar a saborear os detalhes?
Sente. Apenas sente o instante, o som, o cheiro e as sutilezas... sem desvanecer a vontade de viver, de ser, sentir e existir.
Com suas particularidades (ou excentricidade) faz-se notar, com sua visão plana, entendida e bem resolvida. Conquista o coração daqueles que tem a dádiva de experimentar a excentricidade de alguém que enxerga nas entre linhas.
Ele se deixa levar, aproveita as oportunidades de viver. Sente, principalmente aquele cheiro adocicado, de eriçar os pelos. De ferormônio da mais belas das criações, cheiro do existir, de ser uno com a imensidão finita.
Pode parecer poético, mas é terreno. É a sensação da existência em sua parcela menor, celular.
A particularidade que o difere está justamente no momento a viver, no ensinamento que propaga através da simples conversa, sem endeusamento soberbo, o é.
Aquele que aprecia a forma, a beleza e o cheiro...
Ah! Os cheiros! Mais doces e que encantam. Presente do acompanhar crescer seu verdadeiro amor, do propiciar momentos e do simples balançar de cabelos que passar por ele na rua.
Assim ele vai seguindo, segundo à sua maneira. Sentida, vivida e acima de tudo, sua.
Os cabelos escassos, que se mantêm na cor original, comprovando a vivacidade de um alguém sem sofrimentos desnecessários...
Que aproveita a vida, deixa-se levar. Vive a vida bem vinda e que saboreia os momentos.
A percepção do mundo, do meio que o cerca... sendo aquele que sente a brisa fresca a tocar a pele.
Este homem que se faz perceber, no alto da sua meia idade, com a experiência de toda uma vida. As rugas que comprovam uma intensa, mas vivida vida.
O que faz para continuar a saborear os detalhes?
Sente. Apenas sente o instante, o som, o cheiro e as sutilezas... sem desvanecer a vontade de viver, de ser, sentir e existir.
Com suas particularidades (ou excentricidade) faz-se notar, com sua visão plana, entendida e bem resolvida. Conquista o coração daqueles que tem a dádiva de experimentar a excentricidade de alguém que enxerga nas entre linhas.
Ele se deixa levar, aproveita as oportunidades de viver. Sente, principalmente aquele cheiro adocicado, de eriçar os pelos. De ferormônio da mais belas das criações, cheiro do existir, de ser uno com a imensidão finita.
Pode parecer poético, mas é terreno. É a sensação da existência em sua parcela menor, celular.
A particularidade que o difere está justamente no momento a viver, no ensinamento que propaga através da simples conversa, sem endeusamento soberbo, o é.
Aquele que aprecia a forma, a beleza e o cheiro...
Ah! Os cheiros! Mais doces e que encantam. Presente do acompanhar crescer seu verdadeiro amor, do propiciar momentos e do simples balançar de cabelos que passar por ele na rua.
Assim ele vai seguindo, segundo à sua maneira. Sentida, vivida e acima de tudo, sua.
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