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domingo, 8 de novembro de 2015

Tudo vai ficar bem

Sabe meu amor
chegue mais perto
me abrace devagar
aconchegue na cama
encoste como ninguém

Sabe meu amor
vamos tapar os buracos
curar as feridas
colar os pés no chão

Sabe meu amor
cuidar dos machucados
tratar com cuidado
costurar, remendar
e esperar cicatrizar

Entre meu amor
não pense e não lembre
tudo vai ficar bem

Venha meu amor
deixe o mundo para trás
cuide de mim e eu de você
não chore
Tudo vai ficar bem

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

14 de novo!

As vezes estamos somente esperando o momento certo, basta alguém apertar o botão que tudo reaparece.
As vezes pequenas coisas despertam coisas que nem lembramos.
As vezes nos sentimos de novo com catorze anos, as vezes sentimos como se estivéssemos de volta a adolescência.
Sentimos a felicidade do momento. O olhar de canto de olho. O tremular das mãos em puro nervosismo.
O sorriso desencadeado sem motivo. A sensação de longe.
O toque intenso, despercebido, para quem o faz. 
O imaginar. Sentir sem viver. Sofrer de antecedência. Nervosismo sem realizar.
Os sentimentos aos catorze anos são tão indescritíveis. Tudo tão intenso, novo e que provoca nervosismo.
Sentir isso de novo, mesmo que por um breve momento abre nossa mente para quem realmente somos, ao que realmente podemos querer, ao que realmente nos importa.
As vezes precismos de uma pequena faísca para voltarmos a ser quem somos, relembrar de onde viemos.
As vezes sentir brevemente como se tivéssemos catorze anos nos coloca de volta nos trilhos.
Uma bobeira básica que nos faz ressurgir.

Que venha 2015!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Meandros do Kung Fu

Dos animais a observar que encanto!
E sua longevidade sobrepujar
Para qualidade de vida alcançar
Para defender a família em pranto

E Por milhares de anos, por enquanto
Pelas famílias os estilos vão criar
Cada um e sua técnica a lutar
Vários animais, diferem portanto

Externo, interno, taoísmo, shaolin
Inexpugnável todas as suas nuances
Aos quatro cantos do mundo, estopim!


As influências a fazem magnânima
Ele é meio e fim como um romance
Kung fu cuidado de forma balsâmica


terça-feira, 30 de julho de 2013

Seguir

Palpitando vou eu assim
Olhar fixo e uma alma no vago
Novamente a cor carmim
E de novo aquele espaço, buraco

Sentimento que estava no fim
Me aproximo cada vez que nado
Sentindo de novo aquilo em mim
Sexto sentido que'andava guardado

Se não pensar ajuda-me a fugir
Que'u cansei da dúvida
Desse sentimento que é um mártir

Sei sim que a tentação me convida
A sempre mais me confundir
Só espero essa tal felicidade trazida




Instabilidade

A linha tênue que segura o equilibrista em cima da corda, no alto do picadeiro
A dúvida entre em que acreditar, em quem votar, em quem escolher
Me transporta para cima de um desfiladeiro,
Alto, inalcançável, forte e que me faz ceder.

Entre ir ou deixar passar, segurança e conforto ou tentativa?
Consequências, rótulos e incertezas. 
Fazem da vida tão altiva!
O momento antes da presa, a dúvida: Tentar ou desistir?
A dúvida do passo seguinte, a falta de coragem para o momento subsequente.
Será que tenta ou vê partir?
A voz na minha cabeça e o burburinho se faz eloquente.

Na dúvida, talvez navalha a pena.
De quem? De quem tenta. De certo é.
Ou talvez seja de quem instável é?
Não sei, talvez saiba, ou simplesmente queira, precise.

Então porque não insiste?
A necessidade carnal, da existência e sobretudo do sentir.
Faz com que esta mesma linha tênue uma vez se desmanche.
E por fim, faz com que caiamos na rede da realidade da escolha, sem medir.

Entre resposta rápida e impensável, existe a chance de sucesso.
Mais vale a consciência da escolha demorada,
do que a felicidade instantânea  do impulso, de certo.
Ou não. Sempre dúvidas, assim se resume da instabilidade para não fazer a escolha errada.
 

domingo, 28 de julho de 2013

Caneca

Queria eu ter uma caneca,
queria eu ser uma caneca,
Meio cheia ou meio vazia?

Quisera eu não ter uma caneca,
quisera eu não estar uma caneca,
meio vazia.

Quem sabe eu tenha uma caneca,
quem sabe você tenha uma caneca,
e talvez eu a complete.

Quanto caneca?
Qual caneca?
Por quê caneca?

Caneca, porque pensei.
Caneca, porque conheço.
Caneca, porque fantasio.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Florescer

Eu posso! Sei que sim
Basta querer
Tudo é difícil! Ah, um estopim
Só um segundo de prazer

Recompensa bem vinda
Eu quero e posso ir
Força desmedida
Tudo bem, não é um mártir

Tem amor e um bom coração
A brisa na janela, a cama aconchegante
A casa é minha, posso dizer não!
Um sonho dourado. Ei! Espere um instante

Está na hora de crescer
E sair do aconchego do meu lar
Tenho um mundo para conhecer
E a saudade? Deixe-a entrar!