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sábado, 18 de julho de 2015

Maciez

A sua boca na minha
Incendeia
A sua mão na minha
Encanta

O seu corpo no meu
Estremece

Sua respiração na minha nuca
Arrepia
A sua pele na minha
Transcende

O seu toque completa,
Me entrega
Me inquieta
Me inebria

A maciez da sua pele é única ao meu sentir. É encanto para quem estava de saída.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Wonderwall

Se lá estivesse seria tudo diferente
se lá estivesse seria tudo mais comovente
se lá estivesse talvez eu fosse outro
se lá estivesse, será que encontro?

A dúvida do agir, do impulso
de abraçar, beijar sem insulto
de querer sem perceber, percebendo
se eu lá estivesse, talvez não estaria aqui tremendo.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bateu, de novo

Bateu em minha porta
E aquela pergunta torta
Tanto faz se isso importa
E a felicidade caída ali, morta

E bateu de novo
desencontro, deixo que eu voo
A fragilidade do encontro, 
assim eu desaprovo

Torna a bater
Eu de braços a te receber
A mente anuvia, não consigo ver
O destino de novo me deixou sem receber

terça-feira, 30 de julho de 2013

Instabilidade

A linha tênue que segura o equilibrista em cima da corda, no alto do picadeiro
A dúvida entre em que acreditar, em quem votar, em quem escolher
Me transporta para cima de um desfiladeiro,
Alto, inalcançável, forte e que me faz ceder.

Entre ir ou deixar passar, segurança e conforto ou tentativa?
Consequências, rótulos e incertezas. 
Fazem da vida tão altiva!
O momento antes da presa, a dúvida: Tentar ou desistir?
A dúvida do passo seguinte, a falta de coragem para o momento subsequente.
Será que tenta ou vê partir?
A voz na minha cabeça e o burburinho se faz eloquente.

Na dúvida, talvez navalha a pena.
De quem? De quem tenta. De certo é.
Ou talvez seja de quem instável é?
Não sei, talvez saiba, ou simplesmente queira, precise.

Então porque não insiste?
A necessidade carnal, da existência e sobretudo do sentir.
Faz com que esta mesma linha tênue uma vez se desmanche.
E por fim, faz com que caiamos na rede da realidade da escolha, sem medir.

Entre resposta rápida e impensável, existe a chance de sucesso.
Mais vale a consciência da escolha demorada,
do que a felicidade instantânea  do impulso, de certo.
Ou não. Sempre dúvidas, assim se resume da instabilidade para não fazer a escolha errada.
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sentimental

Os pensamentos vem e vão.
O mundo se revira dentro de mim.
Estar aqui nessa imensidão.
Onde está o alecrim?

Parece que tudo se mistura,
Eu quero sentir o cheiro doce,
daquilo que desperta, que inebria, entontece
És fascinação, numa cor Carmim
Cor quente que desperta desejos
E esse sentimento com cheiro de alecrim

Agora se me perguntar o que acontece?
Sabe Deus como explicar.
Se eu mesmo não sei quando anoitece.
Apenas escurece quando enxergo seu mar.

Mar aquele que me preenche.
Que vem e vai e as vezes me traz
Coisas que eu acho que não me merece
E essa mistura, do mar inquieto.
Que vira, remexe e me tira o teto.

Nas noites de sábado, eu te vejo.
E não sei o que dizer, apenas um desejo.
Seu beijo, para me alegrar, me preencher
E as vezes aparece de sopetão.

Gosto do seu cheiro, da sua cara de menino
Do seu beijos, e seu mal-jeito
em conquistar e se abdicar
A não aceitação de que gostamos
Das mesmas coisas, e o ciumes faz brigar.

Sempre promessas de nunca mais.
Sentimentos que fazem voltar
Para mais perto
e de tão perto
faz fugir
sumir

Pra no dia seguinte
acordar pensando
no frágil momento
doce e amargo
Cheirando a alecrim
numa cor carmim
do vago
do sim
do não
De uma provavel paixão..