Mostrando postagens com marcador vivida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vivida. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de julho de 2013

Instabilidade

A linha tênue que segura o equilibrista em cima da corda, no alto do picadeiro
A dúvida entre em que acreditar, em quem votar, em quem escolher
Me transporta para cima de um desfiladeiro,
Alto, inalcançável, forte e que me faz ceder.

Entre ir ou deixar passar, segurança e conforto ou tentativa?
Consequências, rótulos e incertezas. 
Fazem da vida tão altiva!
O momento antes da presa, a dúvida: Tentar ou desistir?
A dúvida do passo seguinte, a falta de coragem para o momento subsequente.
Será que tenta ou vê partir?
A voz na minha cabeça e o burburinho se faz eloquente.

Na dúvida, talvez navalha a pena.
De quem? De quem tenta. De certo é.
Ou talvez seja de quem instável é?
Não sei, talvez saiba, ou simplesmente queira, precise.

Então porque não insiste?
A necessidade carnal, da existência e sobretudo do sentir.
Faz com que esta mesma linha tênue uma vez se desmanche.
E por fim, faz com que caiamos na rede da realidade da escolha, sem medir.

Entre resposta rápida e impensável, existe a chance de sucesso.
Mais vale a consciência da escolha demorada,
do que a felicidade instantânea  do impulso, de certo.
Ou não. Sempre dúvidas, assim se resume da instabilidade para não fazer a escolha errada.
 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Só pra você saber.

As pessoas não entendem, esse olhar intenso, sorriso maroto de menino garoto.
Os cabelos escassos, que se mantêm na cor original, comprovando a vivacidade de um alguém sem sofrimentos desnecessários...
Que aproveita a vida, deixa-se levar. Vive a vida bem vinda e que saboreia os momentos.
A percepção do mundo, do meio que o cerca... sendo aquele que sente a brisa fresca a tocar a pele.
Este homem que se faz perceber, no alto da sua meia idade, com a experiência de toda uma vida. As rugas que comprovam uma intensa, mas vivida vida.
O que faz para continuar a saborear os detalhes?
Sente. Apenas sente o instante, o som, o cheiro e as sutilezas... sem desvanecer a vontade de viver, de ser, sentir e existir.
Com suas particularidades (ou excentricidade) faz-se notar, com sua visão plana, entendida e bem resolvida. Conquista o coração daqueles que tem a dádiva de experimentar a excentricidade de alguém que enxerga nas entre linhas.
Ele se deixa levar, aproveita as oportunidades de viver. Sente, principalmente aquele cheiro adocicado, de eriçar os pelos. De ferormônio da mais belas das criações, cheiro do existir, de ser uno com a imensidão finita.
Pode parecer poético, mas é terreno. É a sensação da existência em sua parcela menor, celular.
A particularidade que o difere está justamente no momento a viver, no ensinamento que propaga através da simples conversa, sem endeusamento soberbo, o é.
Aquele que aprecia a forma, a beleza e o cheiro...
Ah! Os cheiros! Mais doces e que encantam. Presente do acompanhar crescer seu verdadeiro amor, do propiciar momentos e do simples balançar de cabelos que passar por ele na rua.
Assim ele vai seguindo, segundo à sua maneira. Sentida, vivida e acima de tudo, sua.