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domingo, 8 de novembro de 2015

Tudo vai ficar bem

Sabe meu amor
chegue mais perto
me abrace devagar
aconchegue na cama
encoste como ninguém

Sabe meu amor
vamos tapar os buracos
curar as feridas
colar os pés no chão

Sabe meu amor
cuidar dos machucados
tratar com cuidado
costurar, remendar
e esperar cicatrizar

Entre meu amor
não pense e não lembre
tudo vai ficar bem

Venha meu amor
deixe o mundo para trás
cuide de mim e eu de você
não chore
Tudo vai ficar bem

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Não há mais vagas

Toda vez que te vejo, meus olhos brilham
Toda vez que vejo seu sorriso, irradio
Um sentimento que não sabia
Que não esperava
Que não imaginava

Toda vez que me toca, arrepio
Toda vez que te sinto, experimento
O que não lembrava
O que estava esquecido

Toda vez que você está comigo, descubro
O sentimento recíproco
A atenção desmedida
O gostar gratuito

Estar com você inunda
Preenche a vaga que sempre esteve aberta

sábado, 18 de julho de 2015

Maciez

A sua boca na minha
Incendeia
A sua mão na minha
Encanta

O seu corpo no meu
Estremece

Sua respiração na minha nuca
Arrepia
A sua pele na minha
Transcende

O seu toque completa,
Me entrega
Me inquieta
Me inebria

A maciez da sua pele é única ao meu sentir. É encanto para quem estava de saída.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Respiração próxima

Respiração próxima

Perto do rosto, dos olhos nariz e boca.
Pele, gosto e desejo.
Palavras sussurradas no pé do ouvido e no canto dos lábios.

Mãos que tocam, acariciam e acalentam,
Dedos entrelaçados, querendo segurar o momento.
Que seja sempre 22.

Olhos que se cruzam, que se enxergam.
Que marejam, receiam e se encantam.
Que se arregalam.

Corpo colado, que esquenta e aproxima.
Que abraça, reconforta e envolve.

Respiração próxima,
que de tão próxima quer mais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Wonderwall

Se lá estivesse seria tudo diferente
se lá estivesse seria tudo mais comovente
se lá estivesse talvez eu fosse outro
se lá estivesse, será que encontro?

A dúvida do agir, do impulso
de abraçar, beijar sem insulto
de querer sem perceber, percebendo
se eu lá estivesse, talvez não estaria aqui tremendo.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bateu, de novo

Bateu em minha porta
E aquela pergunta torta
Tanto faz se isso importa
E a felicidade caída ali, morta

E bateu de novo
desencontro, deixo que eu voo
A fragilidade do encontro, 
assim eu desaprovo

Torna a bater
Eu de braços a te receber
A mente anuvia, não consigo ver
O destino de novo me deixou sem receber

sábado, 12 de abril de 2014

O nome do vento

Sei que você chegou de novo
Entrou como o vento, silencioso
Me tocou, espalhou as coisas
E assim como entrou, saiu

Fechei as janelas
Tapei as frestas
Te ouvi de fora, a se espalhar

Farfalhou as folhas, 
Se divertiu com as rosas
Levantou a saia da moça ao passar
Inspirou vida e sumiu
Quando por fim fui te procurar

Andando, apareceu e me abraçou
Bagunçou meus cabelos
Espalhou todos os farelos
E como sempre voou

Tentei te procurar
Os meu pelos a arrepiar
Você a me envolver
A me trazer vida, 
movimento pra quem estava de saída
Quis me aproximar do vento
Planando com você eu me contento
Você foi chamado para longe
Não te recebi quando devia
Te vendo partir, me arrependo



domingo, 15 de dezembro de 2013

Vagas abertas

Tão longe...
Tão longe...

Procura-se uma cama posta
uma pia cheia de louça
um jantar bem feito
os travesseiros espalhados sem jeito

tão longe...
tão longe...

Procura-se alguém pra passear com o cachorro
um telefonema no meio de uma tarde qualquer
uma vista a se compartilhar de cima do morro
uma conta para poder se dividir
alguém que venha visitar sempre que der

tão longe...
tão longe...

Procura-se um fazedor de cafuné
um mordedor de orelha
aquela briga corriqueira
o frio na barriga que me deixa de cabelos em pé

tão longe...
tão longe...

Procura-se alguém que cumpra o requisito
que preencha as lacunas já desgastadas
e que não me ache um louco esquisito
enquanto isso, as vagas estão todas abertas

domingo, 6 de outubro de 2013

A questão social

A questão social da coisa
talvez seja quando pensamos em tudo
naquilo que reflete e nos leva pra forca
as ações devem ser pensadas pra fora do muro

O momento egoísta sem pensar pra fora da caixa
meu espaço interage com o de todos
É como fazer ou não fazer, pensar pra saber se tudo encaixa
e se meu espaço te invade, uma carne para todos os lobos

O olhar do bêbado para a ação sem pensar
O impulso leva a fazer sem nada questionar
e a ação egoísta para alguém será um pesar

Deve-se fazer, ser, estar, sentir, todos como unidade
A ação sem noção, faz agir sem emoção, para alguns apenas sagacidade
A questão social da coisa é o espírito de irmandade, será que tens capacidade?