terça-feira, 13 de novembro de 2012

Despedida


Ás vezes fomos eu e você
E por vezes eu sem você

Os momentos não foram suficientes para minha consciência,
a felicidade assusta-me, e meu coração despedaça
Fugindo de toda aparência
de um ser fechado, hoje deixo que apareça

A partida impulsiona, o coração deixa falar
Palavras nunca serão suficientes para demonstrar
Todo o sentimento que deixei passar

Com pesar no coração é pra você que escrevo 
Espero que as palavras marquem para sempre
Este momento transmitido, sem medo

"Amor é fogo que arde sem se ver"
É um medo, desmedido a todo momento
De te ver partir e te perder

É aprender sem pensar
Na oportunidade perdida
No mais profundo do ser para sempre te guardar 

Na esperança de cultivar a lembrança
do amor perdido sem esperança

Você pra mim é céu brilhando azul
É chama acesa no gelo
É sentimento sincero
Amizade verdadeira sem interesse paralelo
É amizade colorida, e intensa

Confundindo os sentimentos, nos impondo sentença
De te ver partir para longe de mim
E te guardar com carinho assim

Comigo sempre estará
Nos verdadeiros amores
Que a vida apresentará

Cultivar aquilo que vivemos
Sempre lembrarei do sentimento verdadeiro
Dos medos, desejos, desapegos

Distante, relutante, incessante
O que sinto por você estará
Para sempre comigo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Verbos

Eu sei, eu vim e fugi. Quando te vi ainda insistente, ainda nauseante, apaixonante e ainda contundente de um coração.
Me confundi, me impressionei e desesperei. Uma dúvida paira, e um coração que aos poucos se fecha, se congela.
Te senti, me senti e não senti. Um coração acelerar, sua pele me tocar. São pensamentos ocultos e quase apagados.
Não permiti, não consegui e também não tentei. Esperar por alguém, é o mesmo que esperar pelo novo sofrimento? E se o amor bate à porta?
Me fecho, me nego e não me entrego. São momentos, é estar preparado e disposto. A enfrentar tudo de novo pela luz de felicidade no fim do túnel.
E o momento? Talvez esteja perdido no tempo, este que não encontrei, e talvez não queira, não possa ou não consiga.
E quando chegar? Espere para entrar, porque talvez não encontre nada que possa alimentar. Terá apenas uma mente cheia de pensamentos e um coração vazio.

Florescer

Eu posso! Sei que sim
Basta querer
Tudo é difícil! Ah, um estopim
Só um segundo de prazer

Recompensa bem vinda
Eu quero e posso ir
Força desmedida
Tudo bem, não é um mártir

Tem amor e um bom coração
A brisa na janela, a cama aconchegante
A casa é minha, posso dizer não!
Um sonho dourado. Ei! Espere um instante

Está na hora de crescer
E sair do aconchego do meu lar
Tenho um mundo para conhecer
E a saudade? Deixe-a entrar!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Coisa de Marca

Me preocupo quando paro para olhar
As pessoas a minha volta sem pensar
A importância das coisas, da vida
Inversão de valores desmedida

O que importa é publicar no instagram
E querem que todos vejam!
A imagem pros outros, sem ser
O verdadeiro, e aparência a manter

Numa era de Informação
Reina os Iphones na mão
Carro novo a atualizar
Roupa nova para arrasar

Me pergunto onde fica o conhecimento
O pensar, desenvolver e criar
Tudo que se aumenta até o envelhecimento
O saber foi vencido pelo dinheiro a ostentar

O crescer não importa mais
O valor está em comprar
aumentar
aparecer 
e se mostrar.

Pra quando a terra comer
O céu eu posso ter?
A imagem pra mostrar
Talvez agora possa falar


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sentimental

Os pensamentos vem e vão.
O mundo se revira dentro de mim.
Estar aqui nessa imensidão.
Onde está o alecrim?

Parece que tudo se mistura,
Eu quero sentir o cheiro doce,
daquilo que desperta, que inebria, entontece
És fascinação, numa cor Carmim
Cor quente que desperta desejos
E esse sentimento com cheiro de alecrim

Agora se me perguntar o que acontece?
Sabe Deus como explicar.
Se eu mesmo não sei quando anoitece.
Apenas escurece quando enxergo seu mar.

Mar aquele que me preenche.
Que vem e vai e as vezes me traz
Coisas que eu acho que não me merece
E essa mistura, do mar inquieto.
Que vira, remexe e me tira o teto.

Nas noites de sábado, eu te vejo.
E não sei o que dizer, apenas um desejo.
Seu beijo, para me alegrar, me preencher
E as vezes aparece de sopetão.

Gosto do seu cheiro, da sua cara de menino
Do seu beijos, e seu mal-jeito
em conquistar e se abdicar
A não aceitação de que gostamos
Das mesmas coisas, e o ciumes faz brigar.

Sempre promessas de nunca mais.
Sentimentos que fazem voltar
Para mais perto
e de tão perto
faz fugir
sumir

Pra no dia seguinte
acordar pensando
no frágil momento
doce e amargo
Cheirando a alecrim
numa cor carmim
do vago
do sim
do não
De uma provavel paixão..

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Na mesa ao lado

    Dado um tempo, percebemos a impaciência e inconstância da vida.

    As pessoas estão cada vez mais apressadas, querem tudo para o mais rápido possível, deixando passar a sutileza, sensibilidade e cores que a vida tem para oferecer.

    O agora, se tornou a razão de todos para viver. Quantas vezes estamos para baixo e queremos a solução logo? Tenho certeza que muitos de nós já deixaram passar várias coisas boas pela simples falta de paciência em esperar aquilo amadurecer.

    E isso acontece no amor, claro que sim!

   Quando estamos sozinhos e ficamos com alguém, sentimos algo bom, mas não é aquilo que realmente mexe conosco.

    Por diversas vezes, deixamos de conhecer alguém que realmente é bom, por pura preguiça de esperar a outra pessoa nos conquistar dia a dia; e quando encontramos a pessoa que mexe conosco de primeira, atropelamos as etapas, exageramos e por vezes sufocamos até ela desistir... Tudo isso acontece porque queremos que ela seja a pessoa de nossas vidas em pouco tempo.

    Tudo isso por falta de paciência em deixar o amor acontecer, nos conquistar.

    Acredito que para prosperarmos no amor e encontrarmos alguém que realmente toca nosso coração, devemos deixar de ver tudo cinza e apressado; sem pressa devemos viver mais, sem agir rápido!

    Precisamos aprender a ver a beleza das cores, a beleza de um gesto sutil, um sorriso, o cuidado e preocupação que esta pessoa (que pode parecer insossa a primeiro momento) tem a nos oferecer!

    Talvez, se tivermos mais tempo e menos pressa em observar as pequenas atitudes, percebemos que o forte candidato em ser seu amos esteja na mesa ao lado; te lançando olhares discretos, sorrisos bobas e com os dedos inquietos enquanto toma coragem, se decidindo se vem ou não falar com você.

    Para isso, precisamos aprender a notar as coisas e admirar os pequenos gestos, tentar conhecer o que a pessoa tem de melhor. Para depois decidirmos se a pessoa consegue ou não fazer nascer o amor.

    É tempo de paciência, de chances e oportunidades! Tenha calma, pois as vezes o amor está na mesa ao lado.

sábado, 14 de julho de 2012

Senhora Morte

Tudo escuro a minha volta, tento respirar e me falta o ar.
Meu diafragma comprimindo meu peito, meu pulmão tentando puxar o último vestígio de oxigênio. Puxo ar com a boca, e nada... ainda me falta o ar.
Meus olhos saltam para fora das órbitas, minha boca seca. Abre e fecha implorando um pouco de água.
Minhas narinas e meu peito se movimentam freneticamente em busca de um vestígio de oxigênio.
Meu coração acelera, toda minha carne pede por energia... sinto meu corpo se contorcer, luto com meu cérebro para ele não me desligar... Preciso ficar consciente, sinto que minha cabeça vai explodir!
Meu joelhos cedem... eu me dobro, não tenho forças para continuar...
Arquejo no chão... minha mão vai ao peito, tentando debilmente auxiliar na respiração... que não acontece.
Meu olhos começam a ficar pesados, a vista escurece...
Vou enlouquecer!
A sensação de vazio neste espaço, a falta do oxigênio.... o corpo não responde mais.
me esforço para ter meus últimos momentos de consciência meu corpo inteiro arrepia meu coração se agita frenéticamente tentando levar energia para o corpo... e tudo fica escuro e volta a aparecer...
Não, agora não!
E mais uma vez minhas pálpebras fecham e eu perco a realidade, tornam-se a abrir e eu ainda vejo...
Mas elas são mais fortes que minha tentativa inválida de permanecer... finalmente elas cedem.
Tudo fica escuro, sinto meu coração diminuir a velocidade, sinto meus últimos movimentos, e o último palpitar desesperado do meu coração.
Tudo escurece... aquele momento vago no espaço, agora tudo se esvaiu...

... Minhas pálpebras se abrem lentamente, vejo tudo escuro, me sinto quente... não me falta o ar, mas meu coração está acelerado. Finalmente caio em mim e percebo que tudo não passou de um sonho.